Distorções

Monday, February 02, 2009

4 de Fevereiro de 2009


Por fim, acabamos hoje de destacar o que de melhor se fez em 2008, em primeiro lugar vamos eleger o melhor disco nacional de 2008, a dúvida recaía entre “Are You Ready For The Balckout ?” dos X-Wife e “Black Diamond” dos Buraka Som Sistema, mas a opção acaba por recair no segundo tendo em conta o excelente trabalho que a banda tem feito além fronteiras, sobretudo nos Estados Unidos, Inglaterra e na Europa Central.
No que toca ao melhor disco internacional de 2008, há seis discos que poderiam aspirar a ganhar esse galardão, nomeadamente: “In Ghost Colours” dos Cut Copy, “Vampire Weekend” dos Vampire Weekend, “Only By The Night” dos Kings Of Leon, “Beautiful Future” dos Primal Scream, “Saturdays = Youth” dos M83, ou mesmo “Midnight Boom” dos The Kills, mas dado que os Cut Copy são, no momento, a minha banda de eleição, a decisão recai no seu último registo de originais, “In Ghost Colours”.
Já no campo dos discos revelação de 2008, no que toca ao disco revelação internacional a minha escolha recai em “Reality Check” dos The Teenagers, ao passo, que o disco revelação nacional vai para “E.Seni.A” de Sensi MC.
Já o cartaz do Festival Optimus Alive foi para mim o melhor Festival de 2008, festival durante o qual assisti a um dos grandes concertos do ano passado, os Rage Against The Machine, que em nada fica atrás das duas magníficas actuações a que assisti dos Cut Copy, quer no Festival do Sudoeste, quer no Clubbing. Fácil seria eleger o concerto de 2008 ao qual mais me custou não assistir e aí a actuação dos Sigur Rós no Campo Pequeno em Novembro passado seria indubitavelmente o eleito.
Por fim, gostaria de destacar o desaparecimento de um dos maiores e mais criativos vultos da música portuguesa, João Aguardela, que há dois dias completaria 40 anos de vida, se não tivesse desaparecido no passado dia 18 de Janeiro.

Sunday, January 25, 2009

21 de Janeiro de 2009


Continuando na senda de destacar o que de melhor aconteceu no ano passado, vamos eleger a Melhor Remistura de 2008, que, apesar da grande qualidade do que ouvimos, “Golden Cage” da autoria de The Whitest Boy Alive na remistura de Fred Falke foi, sem dúvida, a melhor. Mas há ainda que destacar a mistura, ainda que não autorizada pela banda, de “Lights & Music” dos Cut Copy, produzida por um português radicado em Munique, que assina como Moulinex.
Quanto ao Remisturador de 2008 a escolha não poderia recair noutro produtor que não em Fred Falke, que, após um interregno nas colaborações com Alan Braxe e nos primeiros tempos a solo, remisturou de tudo um pouco, passando pelos Pnau, Ladyhawke, The Whitest Boy Alive, Lykke Li, Justice ou Hot Chip.
No que toca ao Melhor Tema Internacional de 2008 a escolha também não se afigurava fácil, sobretudo dado que estavam em disputa temas como: “Rock´n´roll Train” dos AC/DC, “Lights & Music” dos Cut Copy, “Paris is Burning” de Ladyhawke, “Viva La Vida” dos Coldplay, “Blind” dos Hercules & Love Affair, “Ready For The Floor” dos Hot Chip, “Never Miss A Beat” dos Kaiser Chiefs, “Sex On Fire” dos Kings Of Leon, “Time To Pretend” dos MGMT, “Black an Gold” de Sam Sparro, “Love is Noise” dos The Verve ou “A-Punk” dos Vampire Weekend. Mas, após muitas indecisões decidi optar por “Time To Pretend” dos MGMT.
Já quanto ao Melhor Tema do Ano Nacional´08, apesar de gostar bastante de temas como “On The Radio” dos X-Wife ou “Cantiga de Amor” dos Rádio Macau, acabei por escolher “Pertencer” da autoria dos Xutos & Pontapés e dos Oioai, editado no âmbito da campanha “ UPA – Unidos Para Ajudar”..
Por fim, gostaria, ainda de salientar os 30 anos de carreira dos Xutos & Pontapés, facto que continua a ser assinalável, visto que a formação actual ainda é praticamente a mesma, o que, infelizmente não acontece com outras bandas portuguesas que já na altura davam provas do seu talento. A fim de assinalar o evento da banda de Tim e Zé Pedro, a Antena 3 rodou o novo “single” da banda, “Quem é Quem”, cujo um excerto do “vídeo clip” já tinha sido mostrado pelo “Top +” da Rtp 1.

Tuesday, January 06, 2009

31 de Dezembro de 2008


Dado que estamos no último dia do ano é tempo de olharmos para trás e revermos o que aconteceu para trás e destacar o que de positivo se fez em 2008. Começamos pelo DVD Musical de 2008, que, quanto a mim, é sem qualquer margem para dúvida, “Soulwax: Part Of The Weekend Never Dies”, um relato da vida dos irmãos Dewaele nas suas três facetas, quer enquanto 2 Many Dj´s, quer enquanto Soulwax. Um documentário incrível para quem como eu acompanha o que eles vão editando ou remisturando.
No que toca à Banda Sonora Internacional de 2008 não resta qualquer dúvida de que se trata de “Shine a Light”, filme no qual o multipremiado Martin Scorcese documenta através de várias perspectivas, o que é um concerto dos Rolling Stones, que adaptou muitos dos seus temas, criando novas versões, descaracterizando completamente muitos deles, dando origem a um registo inigualável de uma das maiores bandas rock do planeta.
Já quanto à Banda Sonora Nacional de 2008 a minha escolha recai no duplo cd “Maldoror” dos Mão Morta, que não é apenas uma banda sonora, mas uma adaptação e encenação de “Os Contos de Maldoror” publicados no final do séc. XIX pelo Conde de Lautreamont, pseudónimo literário de Isidore Lucasse. Do qual ainda aguardarmos em 2009 a edição em DVD.
Por fim, o Programa Radiofónico de 2008 é, como aliás já tinha dito na edição anterior, “Bons Rapazes” da autoria de Alvaro Costa e Miguel Quintão, que vai para o ar na Antena 3, de segunda a quinta feira, das 20 às 22 horas, definido pelos próprios como “um talkshow de música com conversa pelo meio”

PARA SABER MAIS:
“Soulwax: Part Of The Weekend Never Dies ” (Pias)
“ Shine A Light ” (Paramount Pictures)
Mão Morta “Maldoror” (Cobra Discos)
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/bonsrapazes

Wednesday, December 17, 2008

17 de Dezembro de 2008


No passado fim de semana, tive a oportunidade de ir ver o primeiro “dj set” dos “Bons Rapazes” - um programa da autoria de Álvaro Costa e Miguel Quintão, que vai para o ar na Antena 3, de segunda a quinta feira, das 20 às 22 horas, definido pelos próprios como “um talkshow de música com conversa pelo meio” – integrado num evento denominado “Discopólis” que teve lugar num dos pisos do parque de estacionamento do Cinema City. O mesmo integrava, também, Nuno Gonçalves dos The Gift, que, aliás, estava a actuar quando cheguei, mas, de facto, foram os Rapazes que cativaram a minha atenção com um “set” de duas horas, mas bastante directo e a cativar todos os que ali se encontravam, nunca esquecendo que a essa animação só estavam aliados temas que tivessem passado pelo programa. Facto que, como ouvinte assíduo, posso comprovar. Temas como: “Kelly (Lifelike Remix)”dos Van She, “Golden Cage (Fred Falke Remix)” de The Whitest Boy Alive, “So Haunted (Knightlife Remix)” dos Cut Copy, “Big Weekend (Delorean Remix)” dos Lemonade, “Shadows (Knightlife Remix)” dos Midnight Juggernauts foram alguns dos temas que por ali “desfilaram”. Gostei imenso e espero rever em breve, porque de facto este é o meu programa preferido da rádio portuguesa, sobretudo porque alia o enorme talento de Miguel Quintão enquanto divulgador musical, ao excelente comunicador que é Álvaro Costa, sempre atento ao que se escreve na imprensa especializada, não esquecendo as series e os filmes que vão dando que falar do outro lado do Atlântico. Se já ouviram é só não perderem pitada, se não o fizeram ainda, é tempo de o fazerem o quanto antes.
PARA SABER MAIS:
http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/bonsrapazes

Friday, December 05, 2008

3 de Dezembro de 2008


No passado dia 14 de Novembro), voltei ao “Clubbing” da Casa da Música, um evento que não pára de crescer de edição para edição, sobretudo desde a última vez que lá fui, mais propriamente a 1 de Junho de 2007. E quando afirmo que não pára de crescer, digo-o, sobretudo, porque em 2007 ainda não havia o apoio da Optimus, o que, claramente, catapultou o evento para outros públicos que não só o portuense. Como nesse dia 1 de Junho de 2007 e até aí, os artistas e as bandas que por ali passavam eram sobejamente menos conhecidas do público, nomeadamente Jay Jay Johansson. Aparecendo, nessa edição, os Klaxons por força de uma parceria celebrada com o “Festival Primavera Sound” de Barcelona. E daí para cá, sobretudo desde o início de 2008, que o cartaz do Clubbing tem estado ao “rubro”, sempre com nomes fortes da música actual, e a esgotar quase sempre e com alguma antecedência. Einsturzende Neubaten, The Whip, Vitalic, The Kills, foram alguns dos nomes que por lá passaram nos últimos meses. Mas, desta vez consegui mesmo ir, sobretudo porque mal vi que os cabeças de cartaz eram uma das minhas bandas preferidas, Cut Copy, apressei-me a arranjar os bilhetes, o que se veio a revelar uma boa opção, porque no dia, a Casa da Música rebentava pelas costuras e nem um bilhete disponível.
A actuação dos Cut Copy foi, como se esperava, verdadeiramente arrebatadora e irrepreensível, sobretudo, se tivermos em conta que estes rapazes de Melbourne estão fora de casa desde Janeiro e nem uma mostra de cansaço. Para o fim da noite estava reservado um “dj set” de Boys Noize.
Mas as mudanças não ficam por aqui, há ainda a salientar que na altura em que lá tinha ido pela última vez, o acesso às salas que não a Sala 2, como eram a Cibermúsica ou a zona do Bar – que também tem actuações de djs – eram inteiramente gratuitas, o que agora não acontece, havendo sim uma redução no preço do bilhete.
Por fim, gostava de destacar uma última novidade do Clubbing, que acontece na Sala Roxa, onde o radialista Álvaro Costa comenta uma série de filmes, concertos, entrevistas, etc. de um determinado música, desta vez, o eleito era Bob Dylan e o tema: “When Bob Dylan Speeks”. Foi a inovação que mais elogiei e que mais me entreteu enquanto não chegavam os Cut Copy.
Mas o fenómeno que tomou conta de todos os “media”, foi o regresso do Guns N´Roses, com mais um disco de originais, “Chinese Democracy”, que já estava a ser preparado há mais de 14 anos, o que faz dele o disco mais aguardado de sempre da história do rock. Desde a edição de “Spaghetti Incident” em 1993, apenas resta Axl Rose, mas, apesar disso, o novo album mostra que a banda ainda têm algo a mostrar e prova disso mesmo é o facto de terem atingido os primeiros lugares do top de vendas em todo o mundo, incluindo em Portugal e, ainda, o facto de na véspera de o disco chegar aos escaparates poder ser ouvido integralmente no MySpace da banda, o que levou a um novo record mundial de utilizadores desta plataforma.
Para o fim e já que falamos de Guns N´Roses, sugiro a autobiografia do ex-guitarrista desta banda, Slash, com o título homónimo.

PARA SABER MAIS:
www.casadamusica.pt
www.gunsnroses.com

Guns N´Roses “Chinese Democracy” (Universal)
Slash e Anthony Bozza “Slash” (Quinta Essência)

5 de Novembro de 2008


Já está à venda o disco de estreia de Sensi MC, “E.Sensi.A”, e, se bem se recordam, escrevi sobre ele nos início do mês de Março, visto que na altura tinha ido assistir a um concerto seu na Fábrica da Pólvora em Barcarena (Lisboa). Para quem não se recorda, os primeiros passos de Sensi foram dados como colaborador (nas vozes) dos Yellow W Van, que são uma das minhas bandas preferidas, depois colaborou, também, com Ruas - vocalista dos Yellow W Van -, no seu primeiro trabalho a solo, “Operário do Funk”. E este disco vem confirmar as expectativas criadas por alturas do concerto a que assisti, mostrando-nos um hip hop bem mais melódico, menos agressivo do que é normal em registos deste género, mas que cruza, também, algumas influências quer do rock, quer do funk. No que toca ao disco propriamente disto, gostei bastante do que ouvi, sobretudo de: “Intervenção”, “Na Amizade e no Respeito” e “Sonhos”, que tem sido o “single” de apresentação e segundo tenho ouvido falar já é banda sonora de uma das novellas juvenis da televisão portuguesa.
Outro dos fenómenos da música portuguesa de que muito se tem falado nos últimos é dos Buraka Som Sistema, que vão apresentar o seu disco de estreia no próximo dia 15 de Novembro na Voz do Operário em Lisboa. Todo o alarido tem uma única causa, “Black Diamond”, título do registo de estreia da banda de Kalaf, Lil´John, Dj Riot e Conductor. Em primeiro lugar, há que salientar a ousadia de deixarem de parte todos os temas do EP já editado, nomeadamente “Yah”, que tanto sucesso tem feito por aí, mas, sobretudo, a qualidade dos novos temas como sejam “Kalemba (Wegue Wegue)” – que já foi remisturado pelos Hot Chip - ou “IC 19”. Apesar de não ter grande afinidade com as sonoridades africanas, sou o primeiro a elogiar esta banda e este disco. É um disco com o selo de garantia do “Distorções”.

PARA SABER MAIS:
- Sensi MC “E.Sensi.A” (Independent Records)
- Buraka Som Sistema - “Black Diamond” (Sony BMG)

www.myspace.com/sensimc
www.myspace.com/burakasomsistema

Wednesday, October 29, 2008

22 de Outubro de 2008


Esta semana é do NME (New Musical Express) que vamos continuar a falar, ou melhor, dos seus artigos e dos artistas de que por lá se vão “falando”. Em primeiro lugar, não posso deixar passar em branco uma entrevista com o baterista dos Arctic Monkeys, Matt Helders, em que o mesmo afirma que quer ser um dos djs mais populares dos próximos tempos e ter uma notoriedade semelhante à de que goza actualmente Eric Prydz, que além de um, reconhecido dj é autor de alguns dos maiores “hits” das pistas de dança, como sejam: “Call On Me” ou, mais recentemente, “Pjanoo”. Acrescentando, ainda, que pensa mesmo editar uma série de temas mais dançáveis, mas não os irá assinar para evitar que os seus fãs apenas os oiçam ou elogiem, porque são fãs da banda de que é baterista, mas que o sejam única e exclusivamente porque os mesmos têm qualidade, nem que para isso tenha de ir actuar com uma máscara. O primeiro tema da sua autoria é “Dreamer” - que conta com a “ajuda“ de Nesreen Shah nas vozes - e vem incluído na mais recente compilação “Late Night Tales” cuja selecção é da sua autoria.
Já que falamos em autores que assumem não ter assinado alguns dos seus temas ou, mesmo, tê-los assinado com um nome falso, lembro-me dos belgas Soulwax, que, em entrevista, também ao NME, assumem isso mesmo, numa altura em que acabam de editar o dvd, “Part Of The Weekend Never Dies” que além de conter imagens de alguns concertos dos Soulwax, tem, também, um documentário que relata a sua vida nos últimos tempos, entremeando os dj-sets como 2 Many Dj´s, com as actuações dos Soulwax e a produção e remistura de novos temas. Edição esta que traz um cd bonus.

PARA SABER MAIS:
“Late Night Tales – Compiled by Matt Helders of Arctic Monkeys” (Azuli)
Soulwax - “Part Of The Weekend Never Dies” (Pias)

www.nme.com
www.soulwax.com

8 de Outubro de 2008














As férias acabam, inevitavelmente, por nos trazer sempre alguns hábitos, no meu caso, nas últimas férias, dada a nossa escassa oferta no que toca a revistas especializadas na area da música, comecei a ser um leitor assíduo do semanário britânico New Musical Express – NME. De entre tudo o que li nas últimas semanas, não posso deixar de destacar um inquérito feito a todos os festivaleiros britânicos, no qual se tentam saber uma série de dados como sejam: “qual foi o hino do verão passado ?”, “qual a melhor banda do verão ?”, qual a banda revelação deste verão ?” ou “qual a banda mais pedida para os festivais do próximo verão?”. Mas, também, alguns pormenores bem mais bizarros, por exemplo: “qual a droga mais consumida pelos espectadores dos festivais? ” ou “a banda com a performance mais selvagem ?”. Deixando de lado os pormenores mais estranhos, aqui deixo os resultados do inquérito: o hino do verão foi o fenomenal “Time To Pretend” dos MGMT com 13 % dos votos, a melhor banda do verão foram os regressados Rage Against The Machine com 17 % dos votos – que também foi eleita a banda com a performance mais selvage -, a banda revelação do verão foram os Vampire Weekend com 14 % dos votos (cujo disco de estreia comecei a gostar nas audições deste verão), e, por fim, a banda mais pedida para os festivais do próximo ano são os Oasis com 11% dos votos.
Para o fim, o meu destaque vai para outra das bandas que regressou no mês passado com um novo trabalho de originais intitulado “Forth”, escrevo-vos sobre os The Verve. O single “Love Is Noise” deixava antever que o regresso da banda de Richard Ashcroft seria em grande.

PARA SABER MAIS:
The Verve “Forth” (Virgin Records)

www.nme.com
www.theverve.co.uk

24 de Setembro de 2008


Se bem se recordam há 15 dias escrevi sobre a possibilidade dos australianos Cut Copy voltarem ao nosso país a breve trecho, dito e feito, porque acabam de ser confirmadas duas datas em Portugal. A primeira a 13 de Novembro no Lux (Lisboa) e a segunda a 14 de Novembro na Casa da Música (Porto) em mais uma noite do Optimus Clubbing, a que se juntam os Boys Noize. Eu vou de certeza, resta saber se apenas a uma, ou às duas noites com que estes rapazes de Melbourne nos vão brindar.
Mas foi de Madonna de quem mais se falou na semana passada, sobretudo da sua actuação no passado dia 14 de Setembro no Parque da Bela Vista. Eu fui e gostei bastante da concerto, apesar de não ser muito sensível a coreagrafias, que constituem um elemento fulcral em toda a actuação da cantora, há, também, uma imensidão de outros pontos de interesse para mim. Antes de mais não posso deixar de elogiar a excelente qualidade de som, mas, também, a coerência de todo o alinhamento do espectáculo, em que o denominador comum foi o hip hop e a música de dança, a que a cantora soube aliar, e bem, temas como “Borderline” ou mesmo “Hung Up”, em versões bem diferentes das originais, mas que mostram que Madonna, além das sessões diárias de trabalho físico, também ensaia bastante os seus temas.
Por fim, não posso deixar de referir o excelente regresso dos Metallica com o muito aguardado “Death Magnetic”, que, em apenas uma semana, atingiu o 1.º posto das tabelas dos álbuns mais vendidos no Estados Unidos, em Inglaterra e, também, em Portugal.

PARA SABER MAIS:
Cut Copy “In Ghost Colours” (Modular Records)
Madonna “Hard Candy” (Warner Bros.)
Metallica “Death Magnetic” (Universal)

www.myspace.com/cutcopy
www.cutcopy.net
www.madonna.com
www.metallica.com

10 de Setembro de 2008


Este ano as férias começaram da melhor maneira com uma ida ao Festival do Sudoeste TMN, o que já não acontecia há cerca de 8 anos, na altura por causa dos Placebo. Agora a minha atenção virava-se, sobretudo, para dois concertos, em primeiro para rever pela última vez o concerto dos Xutos & Pontapés com a Big Band do Hot Club, mas, sobretudo, pela actuação dos australianos Cut Copy. E as minhas elevadas expectativas não saíram frustradas, porque assisti a duas grandes actuações, quer dos Xutos & Pontapés, quer dos Cut Copy, que nunca tinha visto ao vivo, mas de quem devoro os discos e nem a curta duração do concerto, me desiludiu. Foram cerca de 50 minutos a todo o gás, que terminaram com um “see you very very soon” (vemo-nos muito muito em breve). Resta aguardar.
A semana passada fica marcada pela estreia em disco os Friendly Fires, uma banda britânica de quem já conhecia os temas: ”On Board”, “Paris” e “Jump In The Pool”, que denotavam já o grande potencial desta banda de St. Albans. Este disco homónimo vem confirmar todas as expectativas criadas e eu não sou excepção. Aqui fica uma sugestão a seguir com atenção.
É já no próximo domingo que o “circo” da “Sticky & Sweet Tour” passa por Portugal, num concerto já esgotado há cerca de três meses, tendo sido vendidos 75 mil bilhetes em menos de uma semana. Apesar de não ser um fã incondicional de Madonna, gosto de muitos dos seus temas e estou muito ansioso pela actuação do próximo domingo.

PARA SABER MAIS:
Cut Copy “Bright Like Neon Love” (V2)
Cut Copy “In Ghost Colours” (Modular Records)
Friendly Fires “Friendly Fires” (XL)
Madonna “Hard Candy” (Warner Bros.)

www.myspace.com/cutcopy
www.cutcopy.net
www.myspace.com/friendlyfires
www.wearefriendlyfires.com
www.madonna.com

30 de Julho de 2008


Na próxima quinta feira, vou, mais uma vez ao Festival Heineken Paredes de Coura, como aliás já tem acontecido nas últimas edições, os motivos são sobretudo dois, em primeiro lugar os The Teenagers, que se apresentam pela primeira vez em Portugal, meses depois de terem editado o seu disco de estreia “Reality Check”, sobre o qual já aqui escrevi no Distorções há alguns meses atrás. O segundo motivo é a aparição ao vivo de uma das mais importantes bandas do movimento punk britânico dos anos 70, se não a mais importante, os Sex Pistols. Não sendo um fã incondicional da banda de Johnny Rotten, admiro bastante os seus temas, tal como a atitude da banda, sobretudo se tivermos em conta que acontece nos anos 70, numa sociedade profundamente conservadora como é a britânica, que não era (nem é) muito dada a “sexo, drogas e rock n´roll” e se houve banda que aproveitou este lema até à exaustão foram os Sex Pistols, culminando na trágica morte de Sid Vicious. Além da grande qualidade os temas da banda de Steve Jones e Johnny Rotten, são sobretudo uma grande crítica social, quer à realidade instituída, quer à sociedade britânica, em que nem a realeza passa incólome, como deixam bem patente títulos de músicas como: “God Save The Queen” ou “Anarchy In The Uk”. Temas que fazem parte de um discos de referência da história da música, “Never Mind The Bollocks Here´s The Sex Pistols” editado em 1977. Agora resta a todos irem à Praia Fluvial do Tabuão, em Paredes de Coura, no próximo dia 31 de Julho. Lá estarei.
Por fim, como vamos entrar todos num período de férias, aqui fica um grande tema para a banda sonora deste verão: The Whitest Boy Alive -“Golden Cage” (Fred Falke Remix). Boas férias e até Setembro.

PARA SABER MAIS:
The Teenagers “Reality Check” (Merok Records)
The Sex Pistols “Never Mind The Bollocks Here´s The Sex Pistols” (Virgin)

www.myspace.com/theteenagers
www.theteenagers.net
www.sex-pistols.net
www.myspace.com/thewhitestboyalive
www.whitestboyalive.com

16 de Julho de 2008


Na quinta feira passada fui à segunda edição do Optimus Alive sobretudo pelos cabeças de cartaz, os Rage Against The Machine, que só por si arrastaram a grande maioria dos espectadores que ali se deslocaram. Por causa do trânsito não cheguei a tempo de ver os nova iorquinos MGMT no Palco Metro. Mas enquanto não começava a actuação da banda de Zack de La Rocha, fui me entretendo com as restantes actuações do palco Optimus, nomeadamente dos The National e dos suecos The Hives, que me impressionaram bastante, sobretudo porque além de terem uma mão cheia de temas de que eu gosto – como “Walk Idiot Walk”, “Two-Timing Touch and Broken Bones” ou “Hate To Say I Told You So” - e pela sua excelente atitude em palco, que nada deixava antever, sobretudo porque actuam de fato e de gravata.
Mas, para o fim, estava reservado o mote da minha ida a Optimus Alive, naquela que era mais uma das bandas que ouvia por alturas do liceu, os Rage Against The Machine, que regressaram após um interregno de nove anos, que a banda (excluindo Zack de La Rocha) aproveitou para se aliar ao ex-vocalista dos Soundgarden, Chris Cornell, formando os Audioslave, do qual saíram dois trabalhos de originais: “Out of Exile” e “Revelations” e ainda sobrou tempo para o guitarrista Tom Morello se aventurar a solo, num projecto denominado The Nightwatchman. Apesar de só no ano passado terem regressado às actuações ao vivo no Festival de Coachella nos Estados Unidos da América, a banda mostra que continua a exibir-se a grande nível, num alinhamento que reuniu os maiores êxitos da sua carreira, nomeadamente: “Bombtrack”, “Freedom”, “Bulls On Parade”, “Sleep Now In The Fire”, “Guerilla Radio” e o inevitável “Killing In The Name”. Após o concerto uma questão paira no ar: Será esta digressão, apenas um despedida dos fãs ou o mote para mais um trabalho de originais ? Oxalá seja a segunda opção.

PARA SABER MAIS:
Audioslave “Out Of Exile” (Interscope Records)
Audioslave “Revelations” (Interscope Records)
The Nightwatchman “One Man Revolution” (Sony Bmg)

www.whoismgmt.com
www.americanmary.com
www.hives.nu
www.audioslave.com
www.nightwatchman.com
www.ratm.com

2 de Julho de 2008


Foi editado na passada segunda-feira, “Circo de Feras Ao Vivo no Campo Pequeno”, o dvd que retrata as actuações dos Xutos & Pontapés no Campo Pequeno (Lisboa) nos passados dias 8 e 9 de Dezembro de 2007. Nestes dias e em jeito de comemoração dos 20 anos da edição de “Circo de Feras”, a banda de Tim e Zé Pedro juntou a entoação de temas deste e de outros discos da sua carreira a actuações do denominado “novo circo”. Foi, como aliás já tinha referido neste espaço, o melhor concerto de uma banda portuguesa a que assisti no ano transacto. Para quem não esteve lá, esta é uma boa solução para ver um pouco de que ali se passou, para quem esteve, como eu estive, sabe sempre bem recordar e perceber como tudo foi concebido e montado com o “Making Of...”. Resta destacar que a 1.ª edição tem uma capa especial em metal.
Muito se fala sobre a música portuguesa e a necessidade da mesma se reinventar, sobretudo no que toca a estratégias de marketing, mas o que é certo é que vão aparecendo uma série de mostras de que este cenário pode mudar e prova disso mesmo são as mais recentes edições dos X-Wife, Linda Martini e Bunnyranch. Os primeiros acabam de editar o primeiro avanço do seu novo trabalho, “On The Radio”, apenas em vinil que inclui ainda outro tema “Turn Around”. Ao passo que o Linda Martini reaparecem no mercado com um EP de 6 temas intitulado “Marsupial”, apenas comercializado num pack limitado a 525 exemplares que inclui um cd, um vinil branco e um saco. Ambas edições a cargo da Rastilho Records, uma pequena editora com sede em Marrazes, Leiria. Por fim, há a destacar outra edição pioneira levada a cabo pela Sony Bmg, que edita o novíssimo longa duração dos conimbricenses Bunnyranch, “Teach Us Lord ... How To Wait”, em duas fases, uma primeira metade já há venda que inclui a caixa e um dos cd´s e em Outubro será editada a segunda, que inclui o livrinho e o segundo cd, o que me faz lembrar o triplo cd ao vivo editado pelos Pearl Jam em 1994, intitulado “Dissident (Live At Atlanta)”, que foi vendido da mesma forma.
PARA SABER MAIS:
Xutos & Pontapés “Circo de Feras Ao Vivo No Campo Pequeno” (Universal)
X-Wife “On The Radio/Turn Around” (Rastilho Records)
Linda Martini “Marsupial” (Rastilho Records)
Bunnyranch “Teach Us Lord...How To Wait” (Sony Bmg)

www.xutos.pt
www.myspace.com/xwiferocks
www.lindamartini.pt.vu
www.myspace.com/lindamartini
www.bunnyranch.web.pt

18 de Junho de 2008


Está aí a primeira colectânea dos maiores êxitos da carreira dos Radiohead, intitulado (simplesmente) “The Best of Radiohead”, reúne temas de todos os discos da banda editados com a etiqueta da EMi. Assim, ficou de fora o mais recente “In Rainbows”, uma edição de autor, que a banda de Oxford disponibilizou, numa primeira fase, gratuitamente na internet e só mais tarde foi possível adquiri-lo em suporte físico e digital. Esta colectânea aparece no mercado em três versões, uma composta de apenas um disco, uma segunda com um segundo disco de bónus e ainda um dvd cheio de vídeos da banda. Não sendo um grande fã da banda, gosto imenso da primeira fase da sua carreira, em que o pop/rock era sonoridade dominante nos seus temas, ou seja, até “Ok Computer”, que é considerado de forma unânime como um dos melhores discos do século XX. Ao invés, é “The Bends”, o seu segundo disco de originais, sem margem para dúvidas, o meu disco preferido da banda, ao ponto de não conseguir eleger um dos seus doze temas como meu preferido. Lembro-me que recebi este disco como prenda de do meu 17.º aniversário, numa altura em que comecei a ter Tv Cabo em casa e que na MTV rodava com alguma insistência o vídeo de “Just”. Numa segunda fase, marcada essencialmente pela utilização da electrónica, não deixo de reconhecer o enorme brilhantismo da banda, assim como a sua criatividade, quer na inovação da sua música, quer no facto de arriscar sem medo das consequências que daí podiam advir e há, mesmo, temas dos quais gosto bastante como sejam: “Idioteque” ou “Pyramid Song”. É um disco essencial! Humildade é coisa que também não lhes falta. Prova disso mesmo é o comentário do vocalista da banda, Thom Yorke” referindo não compreender a edição da colectânea “The Best of Radiohead”, uma vez que considera que a sua banda nunca editou grandes êxitos.
Para o fim, tenho para partilhar com todos vós que, no passado dia 5 de Junho, aquando da sua passagem pela área electrónica do Rock In Rio´08, tive oportunidade de trocar breves palavras com os 2 Many Dj´s que, como já aqui escrevi diversas vezes, são os meus dj´s de eleição. No fim de uma curta conversa, dado que os rapazes após a sua actuação em Lisboa ainda tinham de seguir viagem para Ibiza, onde iriam actuar na mesma noite, fui brindado com o autógrafo de ambos, com uma dedicatória especial: “José Miguel You Have Good Taste”. Indescritível!

PARA SABER MAIS:
Radiohead “The Best of Radiohead” (EMI)

www.radiohead.com
www.myspace.com/radiohead

4 de Junho de 2008


Em plena terceira edição do Rock In Rio Lisboa, o tema de hoje não podia ser diferente, mas não no sentido de que a Amy Winehouse foi um fracasso ou salientando mais uma série de aspectos negativos que os portugueses têm o hábito de salientar em detrimento de uma imensidão de outras coisas, essas sim, que fazem do Rock In Rio um festival bem diferente dos outros, direi mesmo um evento para toda a família. Não tendo, ainda, ido a nenhuma das noites do Parque da Bela Vista, foi pela televisão que assisti ao concerto dos Xutos & Pontapés, assim como aos pontos altos das actuações de Joss Stone, Amy Winehouse, Bon Jovi e Lenny Kravitz. Parece-me que esta edição do Rock In Rio Lisboa será a melhor de sempre e quanto a isso não deixam dúvidas as lotações esgotadas – cerca de 90.000 espectadores - de sexta-feira (dia 30 de Maio) e de sábado (dia 31 de Maio). E a possível lotação esgotada na próxima sexta-feira, dia 6 de Junho, último dia do evento. As imagens são esclarecedoras das multidões em frente ao Palco Mundo, interagindo com os artistas ao ponto de os emocionar, como aconteceu com Joss Stone. Quer se goste, quer não, dos artistas do cartaz deste evento é indiscutível que será a melhor das três edições e como o algodão, as imagens não enganam.
Na próxima quinta feira, dia 5 de Maio, vou à “cidade do rock”, sobretudo pelo que irá acontecer na tenda electrónica, em que irão actuar: Zé Pedro e Miguel Quintão – numa versão pós Zig Zag Warriors -, tal como os Crystal Method e os belgas 2 Many Dj´s. O cartaz promete uma grande noite, não esquecendo os Metallica e os Moonspell no Palco Mundo. Como dizem os slogans publicitários: “Eu vou”.

PARA SABER MAIS:
http://rockinrio-lisboa.sapo.pt/

21 de Maio de 2008


No passado dia 10 de Maio, actuavam em Coimbra, os britânicos James, banda que já tinha visto ao vivo há cerca de 15 anos - não muito longe do “queimódromo”, onde actuaram há uma semana -, no Pavilhão do Estádio Universitário, num concerto que juntava à banda de Manchester os Sitiados e os Xutos & Pontapés e servia de mote à inauguração da frequência conimbricense da saudosa Rádio Energia. Depois de muito se ter especulado sobre o “cachet” astronómico pago por esta actuação, posso dizer que gostei muito do que vi e ouvi. Apesar de o vocalista Tim Booth estar de canadianos, isso não impediu a “revisitação” de alguns dos maiores “hits” da carreira desta banda como: “Born of Frustration”, “She´s A Star”, “Sit Down”, etc. entremeando com temas do novíssimo “Hey Ma”. Com um Parque Verde a rebentar pelas costuras, a aposta foi, claramente, ganha.
Depois de há cerca de um mês ter sugerido a todos os leitores deste espaço que fossem ao cinema ver “U2 3D”, foi a minha vez de, também, fazer o mesmo e posso dizer que não dei como perdidos, os cerca de oitenta minutos de duração deste documentário, que (mais real não podia ser) nos mostra um pouco do ambiente de um concerto dos U2. Este documentário reúne trechos de actuações da banda irlandesa em São Paulo (Brasil), Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile) e Cidade do México.
Por fim, a sugestão de uma banda que adoro, os Mão Morta, que nos surpreendem com a edição de um duplo cd, “Maldoror”, que resulta da adaptação e encenação de “ Os Contos de Maldoror” publicados no final do séc. XIX pelo conde de Lautreamont, pseudónimo literário de Isidore Lucasse. Enquanto não chega o DVD com a representação teatral do mesmo – que percorreu cidades como: Braga, Lisboa, Leiria, Faro, Viseu -, o que só deve acontecer lá mais para o Natal, podemos nos ir entretendo com o registo sonoro do mesmo, que, apenas, pode ser adquirido em www.cobradiscos.org.

PARA SABER MAIS:
www.wearejames.com/
www.u2.com/
www.mao-morta.org/
www.cobradiscos.org/

James “Hey Ma” (Universal)
Mão Morta “Maldoror” (Cobra Discos)

Tuesday, May 06, 2008

7 de Maio de 2008


Na semana passada os fãs de todo mundo bloquearam o acesso ao sítio oficial dos Coldplay, tudo porque a banda liderada por Chris Martin, disponibilizou, gratuitamente e por uma semana, o primeiro avanço de “Viva La Vida Or Death And All His Friends” - a editar no próximo mês de Junho – intitulado “Violet Hill”. Iniciativa semelhante tiveram os CSS ou Cansei de Ser Sexy (como preferirem), disponibilizando no seu sítio na internet “Rat Is Dead (Rage)”, um dos temas a incluir em “Donkey”, o próximo trabalho de originais da banda de S.Paulo, que deixou de contar nas suas fileiras com a baixista Ira Trevisan, apesar da mesma ainda ter contribuído para este segundo longa duração da banda.
Já está nas lojas o disco de estreia dos Fitacola, “Mundo Ideal”, uma banda de Coimbra que pratica uma sonoridade que conjuga o “punk” com o “hardcore”. Para mostrar o disco aos fãs, a banda de Diogo (voz e guitarra), Besugo (guitarra), Libelinha (baixo) e Xico Vale (bateria) juntou uma série de bandas amigas, de entre as quais se destacam os Humble, e organizou quatro concertos em outros tantos dias, que os levaram a Lisboa, Coimbra, Sesimbra e Faro respectivamente. A entrada custava oito euros incluindo um exemplar de “Mundo Ideal”.
Para o fim, duas sugestões, a primeira consiste na actuação na sexta-feira dos Groove Armada de Andy Cato e Tom Findlay no “Queimódromo”, se bem que a banda de “I See You Baby” se apresente em formato “dj set”, como aliás já o tinha feito em 2006, na primeira noite da última edição do Rock In Rio Lisboa . A segunda sugestão recai em “Antidotes” dos Foals, uma banda de Oxford (Inglaterra) a ouvir com muita atenção. “Cassius”, “Red Sox Pugie” e “Big Big Love (Fig.2)“ são exemplos disso mesmo.

PARA SABER MAIS:
www.coldplay.com
http://trama.uol.com.br/portalv2/css/#
www.myspace.com/fitacola
www.groovearmada.com
www.myspace.com/groovearmada
www.wearefoals.com
www.myspace.com/foals

Fitacola “Mundo Ideal” (Sons Urbanos)
Foals “Antidotes” (Warner)